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Educação de Queimados promove “Chá de Mulheres” para debater a violência doméstica

Durante dois dias, psicólogas do CEAM conscientizaram mães de alunos sobre importância de denunciar agressões

25/04/2019 19:12

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Dois dias inteiros para conscientizar mães de estudantes da rede municipal de ensino de Queimados acerca dos crescentes números de violência doméstica. Essa foi a proposta do “Chá das Mulheres: Minha família. Eu amo, Eu cuido!”, encontro promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, nesta quarta (24) e quinta-feira (25), na Escola Municipal Professora Maria Corágio Pereira Xanchão, no bairro Jardim da Fonte. 

O bate-papo contou com a presença de cerca de 70 mulheres, além das psicólogas do CEAM de Queimados (Centro Especializado de Atendimento à Mulher), Dalexiany Moraes e Pamela Arruda, que falaram abertamente sobre as variadas formas de violência cometidas pelos agressores. 

“A agressão pode ocorrer tanto como uma ofensa verbal, moral ou sexual. Muitas mulheres têm a sua identidade destruída por palavras ofensivas que elas internalizam e isso acaba por construir uma dependência emocional muito forte com o agressor. Nem sempre é uma questão de dependência financeira, pois casos como esses acontecem em todas as classes sociais. É preciso romper com o ciclo da violência e empoderar essas mulheres para que elas se sintam seguras e confiantes ao denunciar seus agressores”, afirmou Dalexiany. 

Idealizadora da iniciativa, a diretora da unidade Ellen Alves, afirma que a decisão de convidar as mães dos alunos para o encontro foi pensada também para o bem dos estudantes. “As crianças estão repetindo na escola o comportamento violento que presenciam em casa quando suas mães são vítimas frequentes. Os alunos também tendem a desenvolver doenças emocionais como ansiedade, depressão e esquizofrenia ao conviverem em um ambiente hostil. A escola não pode nem deve fechar os olhos para essa questão tão importante. Se conseguirmos mudar a realidade de pelo menos uma mulher agredida, nossa missão já valeu a pena”, garantiu a educadora.

A Coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres de Queimados, Eliana Leôncio, deu exemplos práticos de como começam as agressões. “O marido não quer deixar a esposa usar determinada roupa, a proíbe de sair de casa, de trabalhar fora do lar ou estudar e, até mesmo, visitar os parentes e isso configura relacionamento abusivoCom a autoestima destruída, muitas mulheres não denunciam seus agressores por medo ou vergonha e se sentem culpadas justificando as agressões por uso de bebidas alcoólicas, drogas, desemprego, ciúmes e etc.”, afirmou a Coordenadora.

A manicure Manuela Santana, que ouvia atentamente as explicações, opinou contando casos de mulheres conhecidas que foram vítimas de agressão e até mesmo de feminicídio. “Nós somos livres e não é o marido, namorado ou companheiro que pode nos reprimir enquanto mulheres. É dever do homem respeitar o direito de escolha da mulher e a lei Maria da Penha existe para evitar esses abusos. Esse tipo de ação pode salvar vidas e a organização do encontro está de parabéns”, detalhou a moradora do bairro Vila Scintila.

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